terça-feira, 18 de maio de 2010

Museu de Bagdá




Após o fim da guerra no Iraque, enquanto os arqueólogos do mundo inteiro lamentavam a perda de peças valiosíssimas do Museu de Bagdá, um pequeno grupo de funcionários guardava um segredo que só foi revelado meses depois: em locais bem escondidos, milhares de antiguidades foram salvas da voracidade dos ladrões.A devoção destes empregados evitou que o museu fosse saqueado por inteiro. Hoje, as vitrines do museu arqueológico de Bagdá continuavam vazias, enquanto as peças escondidas permanecem "em um lugar seguro", apenas conhecido por um grupo reduzido de pessoas."Protegemos milhares de peças, cerca de 8.000, em quartos escondidos, invisíveis para os ladrões. Eu mesmo disse: sou o diretor deste museu e devo me comportar assim. Juramos sobre o Alcorão que não diríamos nada e passaram dois meses antes de falar sobre esta questão com os americanos", explicou Jaaber Jelil Ibrahim, diretor-geral do patrimônio de antiguidades no Iraque."Para eles, éramos só forças de ocupação. Foi difícil convencê-los", declarou Pietro Cordone, encarregado de Cultura na administração provisória da força de coalizão no Iraque.

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